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Como o açúcar afeta nosso cérebro?

Atualizado: Set 15


O cérebro usa mais energia do que qualquer outro órgão do corpo humano, além de que, a glicose é sua principal fonte de combustível. Mas, o que acontece quando o cérebro é exposto a uma quantidade excessiva de açúcares na dieta?


Você já se perguntou o que acontece em nosso cérebro que torna os alimentos doces tão difíceis de resistir? 


Açúcar é um termo usado para generalizar uma categoria de carboidratos que inclui monossacarídeos, como frutose e glicose, e dissacarídeos, como sacarose e lactose, além da dextrose e o amido. Nessa perspectiva, o açúcar não está apenas nos doces e sobremesas, também é adicionado em molhos de tomate, iogurte, frutas secas, águas saborizadas, e até em barras de cereais. Já que o açúcar está em toda parte, é importante saber: como o açúcar afeta o nosso cérebro?


O que acontece quando o açúcar entra em contato com a língua? 

Quando comemos açúcar, de uma maneira geral, são ativados quimiorreceptores sensoriais presentes nas papilas gustativas, onde sentimos o sabor doce, especialmente nas papilas tipo fungiforme. Neste sentido, os receptores presentes na língua enviam sinais para o cérebro, onde é distribuído a várias partes de nosso encéfalo frontal, uma delas sendo o córtex cerebral. Cada seção do córtex processa cinco categorias do gosto: amargo, azedo, salgado, umami, e em nosso caso, doce. 

A partir dessas cascatas de reações, sinais de recompensas cerebrais são ativadas, ou seja, o açúcar afeta o nosso cérebro. 

Resposta da recompensa

O sistema de recompensa é uma série de caminhos químicos e elétricos entre várias regiões do cérebro, responsáveis pelas ações reforçadoras positivas e negativas. Diante disso, é caracterizado por seus componentes centrais, como o núcleo accumbens (uma região central do sistema de recompensa e importante estrutura chave envolvida na mediação de processos motivacionais e emocionais), área tegmentar ventral e córtex pré-frontal, relacionados à atenção, a tomada de decisão e a memória. 

E esse sistema não é ativado somente pela comida. A socialização, os comportamentos sexuais e as drogas, são apenas exemplos que também ativam o sistema de recompensa. Quando nos deparamos com um estímulo prazeroso, nosso cérebro lança um sinal: o aumento de dopamina, importante neurotransmissor do sistema nervoso central (SNC), no núcleo accumbens.

A dopamina


A maior “moeda” do sistema de recompensa é a dopamina. É uma substância química produzida e liberada no cérebro na forma de neurotransmissor, desempenhando importantes funções no organismo, como o controle de movimentos, do humor, do sono, da atenção, da aprendizagem, da cognição e da memória, além das emoções e, principalmente, da sensação de prazer e bem-estar.


Desse modo, quando há ingestão de alimentos altamente palatáveis, como o açúcar, ​​o cérebro produz um neurotransmissor chamado de dopamina, localizado na área tegmentar ventral, que é uma região rudimentar do cérebro. Logo, a dopamina percorre outras áreas até chegar ao córtex pré-frontal, a nossa aréa de modulação, que será responsável pela sensação de satisfação ou mais, do desejo de comer.


Tal processo ativa o sistema de recompensa, podendo desencadear fortemente sistemas hedônicos, e incentivando a ingestão de alimentos além dos requisitos energéticos necessários. Neste sentido, a perda de controle e os desejos alimentares, além do aumento a tolerância ao açúcar, são algumas das consequências.


Índice Glicêmico


Por fim, é importante ressaltar que estudos recentes em humanos, verificaram que alimentos com alto índice glicêmico ativam regiões do cérebro associadas à resposta de recompensa, e provocam sentimentos mais intensos de fome, em comparação com alimentos com baixo índice glicêmico. Como explicativa, sabe-se que os alimentos que causam uma elevação mais alta da glicose no sangue produzem um impulso viciante maior no cérebro, tendo efeitos semelhantes a algumas drogas.


Há alguma relação entre drogas de abuso e açúcar?


Drogas como o álcool, nicotina ou heroína, liberam dopamina em excesso, sendo um sinal reforçador, associado a sensações de prazer, fazendo com que a busca pela droga se torne cada vez mais provável. Desse modo, o açúcar também libera dopamina, porém, em menor quantidade do que as drogas. Portanto, se você comer muito açúcar, o nível de dopamina não cai. Ou seja, comer mais açúcar vai continuar “sendo muito prazeroso”. Por isso, podemos dizer que o açúcar pode apresentar semelhanças e vícios, como uma droga. Por fim, essa é uma das razões pelas quais as pessoas se sentem atraídas por ele, e portanto, você pode entender essa como uma das razões de como o açúcar afeta o nosso cérebro.


Para um estudo complementar, seguem algumas sugestões: 

Blog BF eventos: Diabetes Mellitus e suas Complicações

DOI: 10.1097/00001756-200111160-00035

DOI: 10.1016/j.neuroscience.2005.04.043 

DOI: 10.3390/nu9070653

DOI: 10.1038/nrendo.2014.91

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