• Brunno Falcão

Compulsão alimentar e atendimento nutricional


O atendimento do quadro da compulsão alimentar deve ser feito para que seja normalizada a seleção do que se come e a relação do paciente com a alimentação. A compulsão alimentar é caracterizada pela repetição de um impulso do ato de comer sem controle. Pode ser diagnosticada quando esses episódios acontecem pelo menos duas vezes por semana, em um período de seis meses ou mais. Nesse quadro, o indivíduo que tem um trauma ou um sofrimento, tenta recompensá-lo por um momento de prazer, que neste caso, se dá através da comida. Além do mais, na maioria das vezes, não há seleção do que se come, mas o que se encontra de modo mais fácil e disponível no momento (Leia o artigo – Estratégias para o controle da compulsão alimentar).  As ferramentas nutricionais Quando há a desconfiança ou já existe o diagnóstico de compulsão alimentar, o profissional pode aproveitar de algumas ferramentas que podem ser utilizadas durante a consulta. Como opções, o modelo transteórico, a entrevista motivacional, a terapia cognitivo comportamental, o diário de alimentação consciente, entre outros, são métodos que auxiliam o nutricionista a fazer um atendimento individualizado. Assim sendo, o acompanhamento visa aparte de nutrientes isolados, os aspectos emocionais, sociais e nutricionais da alimentação. Nesse sentido, essas ferramentas permitem que o profissional analise em qual fase da mudança de comportamento o paciente está, se ele já aceitou ou se ainda está em fase de aceitação do tratamento. Também, observa-se em quais momentos a compulsão é desencadeada, bem como seus medos em relação ao peso. Sendo assim, é possível a realização do atendimento conforme suas necessidades nutricionais, respeitando a fase psicológica que o mesmo se encontra. Além do mais, técnicas como mindful eating podem ser ensinadas, pois auxiliam o paciente a comer com atenção plena. Ou seja, ele aprende a controlar a velocidade das refeições, a analisar as características organolépticas dos alimentos. Também, almeja-se descobrir o que é fome, o que é saciedade e o que é vontade de comer. Os transtornos alimentares Por fim, é importante destacar que os transtornos alimentares são doenças psiquiátricas graves com altas taxas de mortalidade. O tratamento deve ser multiprofissional, contando sempre com o psiquiatra e/ou o psicólogo. No que cabe ao nutricionista, mesmo sabendo que a compulsão alimentar é caracterizada pela repetição de um impulso do ato de comer sem controle. Portanto, não trata a doença em si. Profissionalmente, pode usufruir dessas ferramentas para seu suporte na prescrição nutricional individualizada, a fim de promover a adesão do paciente ao tratamento e a sua devida recuperação. Para a leitura mais aprofundada sobre o tema, seguem algumas sugestões: DOI: 10.1186/2050-2974-1-38 DOI: 10.12688/f1000research.19847.1 DOI: 10.1111/obr.12156 DOI: 10.1016/j.eatbeh.2014.01.005 DOI: 10.1017/S0954422417000154




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