• Felipe Ribeiro

Gordura trans: proibição da Anvisa e seus malefícios a saúde

Atualizado: Set 16


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, por unanimidade, um conjunto de novas regras que resultam na proibição do uso de quaisquer quantidades de gordura trans em produtos alimentícios. As indústrias terão até janeiro de 2023 para desenvolver novas fórmulas para os alimentos que contenham esse tipo de ingrediente, a fim de substituí-lo totalmente. Entenda mais neste texto sobre a proibição da Anvisa à gordura trans.


Gordura Trans


A gordura trans além de ser encontrada naturalmente em baixas quantidades nos alimentos de origem animal, também pode ser originada de processos industriais a partir de óleos vegetais parcialmente hidrogenados. A indústria a utiliza para conferir sabor, consistência, aumento do prazo de validade e também para atribuir uma característica mais palatável aos alimentos. 


No que se refere à saúde, a exclusão desse tipo de gordura dos alimentos industrializados é uma grande conquista para a população. Isso decorre do fato de que o seu consumo está relacionado com o surgimento de doenças, além de ser responsável por 500 mil mortes por ano em todo o mundo, conforme dados apresentados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). 


No Brasil


No Brasil não se tem um valor de recomendação diário para o consumo de gordura trans, com isso a OMS indica que seu consumo seja inferior a 1% do valor energético total, que equivale a 2g de gordura trans por dia com base em uma dieta de 2000 calorias. A OMS também alerta que o consumo diário equivalente ou superior a 5g desse ingrediente, aumenta em 23% o risco do desenvolvimento de doenças coronarianas. 


Acerca das doenças, seu consumo está intimamente relacionado com problemas cardiovasculares, pois provoca o desbalanço do perfil lipídico, como o aumento do LDL (colesterol ruim) e a diminuição do HDL (colesterol bom). O acúmulo de LDL colesterol nos vasos sanguíneos provoca inflamação e leva a aterogênese, que é a formação de placas de gorduras na parede dos vasos, as quais diminuem o fluxo sanguíneo, essa diminuição se intensifica com o passar dos anos e aumenta os riscos de infarto e AVC (acidente vascular cerebral). 


Estilo de Vida


Paralelo a isso, um estilo de vida sedentário também está associado aos riscos cardiovasculares, visto que esses indivíduos, em sua maioria, possuem o HDL mais baixo quando comparados aos praticantes de atividade física, sendo o HDL um importante protetor cardiovascular, ele remove parte do colesterol presente na corrente sanguínea e leva de volta ao fígado, essa ação diminui seu acúmulo nos vasos protegendo-os contra a aterogênese e consequentemente contra o infarto e AVC. Além disso, o consumo de gordura trans também foi associado a outras doenças como a demência, o comprometimento cognitivo e o aumento do risco de desenvolvimento de doença de Alzheimer.


Sendo assim, a decisão da Anvisa em pressionar a indústria para que esse ingrediente seja retirado de suas fórmulas é uma conquista importante para a saúde pública. Como já se sabe que a gordura trans não traz benefícios para o organismo, é importante que a indústria planeje novos meios de substituí-la, a fim de evitar danos à saúde da população e diminuir a incidência do número de mortes e doenças que estão associadas a ela.


Para uma leitura aprofundada, veja as seguintes referências:

Blog BF – Obesidade Infantil: nutrição e epidemiologia

DOI: 10.1159/000479956

DOI: 10.17712/nsj.2020.1.20190037

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