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Os 6 passos que você deve considerar na avaliação da hidratação do atleta

Atualizado: há 15 horas

Talvez você nunca tenha parado para pensar. É de grande importância realizar a avaliação da hidratação do atleta, porém, saiba que ela deve ser sim considerada e pensando nisso hoje vamos te contar 6 passos essenciais para você realizá-la. 


Quando pensamos em desempenho esportivo, existem diversos fatores que contribuem para que ele seja excelente. Dentre eles, podemos citar as variáveis do treinamento, descanso, alimentação e hidratação. Nesse contexto, a hidratação desempenha um papel muito importante e fundamental para a otimização e a segurança dos atletas durante as atividades esportivas. Sendo assim, o status de hidratação do atleta é algo que deve ser muito bem avaliado para evitar possíveis situações de desidratação, ou até mesmo hiper-hidratação. 


1) O estado de hidratação do atleta 


Para realizar a avaliação do estado de hidratação do atleta, uma metodologia prática para ser utilizada é avaliar as perdas de suor e a massa corporal do atleta, antes e depois do exercício. Também, deve considerar-se qualquer líquido ingerido ou excretado na urina. Desta forma, os resultados obtidos podem ser usados para calcular a quantidade de suor eliminada, assim como o déficit residual de líquidos.


Com isso, considerando estas variáveis citadas, monitore com atenção as alterações pontuais na massa corporal do seu atleta durante o exercício. Tal prática tem o objetivo de determinar a taxa de suor, adequação da reposição e necessidades de recuperação de fluidos para essa sessão de treinamento. Além disso, atente-se também para a cor da urina e à sede do atleta ao acordar, para assim, acompanhar as mudanças diárias no estado de hidratação do mesmo.


2) Estrutura do exercício 


Em relação a estrutura do exercício, a intensidade é o principal fator que irá determinar a produção metabólica de calor. Isso significa que a taxa de perdas de líquidos do suor, para uma determinada sessão do treinamento podem ser parcialmente explicadas pelas seguintes variáveis: intensidade e duração total do exercício. Desta forma, para evitar o estado de desidratação por conta da grande perda de líquidos, deve-se aumentar a ingestão de líquidos durante exercícios prolongados ou intensos. 


Além do mais, a alta intensidade do exercício também pode influenciar a taxa de esvaziamento gástrico, podendo limitar a absorção de líquidos. Com isso, os atletas podem treinar o intestino através das técnicas de “training the gut”, que consiste em treinar o estômago e o intestino do atleta. Tal estratégia existe para que ele consiga tolerar volumes aumentados de alimentos e líquidos ou estar com o estômago cheio sem causar desconfortos gastrointestinais, ou o atleta poderá adotar estratégias para aumentar a ingestão de líquidos antes e após a sessão de treinamento por exemplo.


3) Meio ambiente que será realizado o exercício 


Existem diversos fatores que contribuem para a ocorrência da taxa de suor, dentre eles, temos a temperatura ambiente, roupas, umidade e velocidade do ar. Sendo assim, pensando em uma situação na qual o atleta se exercita em ambientes quentes e úmidos ou com luz solar direta, pode esperar-se maiores taxas de suor. Ademais, se estiverem combinados com roupas e equipamentos, as taxas podem ser quase máximas, podendo assim criar um déficit de fluido significativo rapidamente. 


Por conta disso, é importante que o profissional avalie as condições ambientais locais para determinar o risco de altas taxas de suor. Além disso, deve considerar também a reposição de fluidos durante o exercício em ambientes quentes e úmidos, bem como o uso de roupas ou equipamentos. Contudo, também deve adequar a ingestão de fluidos para os exercícios realizados em locais frios ou de altitude, de acordo com uma estimativa das perdas de fluidos.


4) A disponibilidade de fluidos 


Quando falamos sobre a disponibilidade de líquidos, ela se refere aos fatores que determinam a capacidade de um atleta de substituir as perdas de líquidos durante o exercício. Em muitos casos, as características do treino influenciam fortemente a capacidade do atleta em beber durante a competição. No entanto, para reduzir esse efeito causado pelo treinamento, o uso de líquidos com sabor e temperatura agradáveis podem aumentar a ingestão voluntária dos mesmos pelo atleta.


Desta forma,  o profissional deve investigar oportunidades para a ingestão de líquidos durante o período de exercício ou de competição, além de considerar os riscos de hiper-hidratação e hipo-hidratação. Assim como, desenvolver planos personalizados de administração de fluidos, que contemplem as características do atleta e testar esses planos durante o período de treinamento.


5) Os fatores intrínsecos do atleta 


Inúmeros fatores intrínsecos do atleta podem modular as variações individuais nas perdas de fluidos. Posto isto, um fator muito considerável é o tamanho do corpo do atleta, pois indivíduos maiores normalmente têm superiores perdas de suor. Ademais, a sede do indivíduo também irá determinar o quanto ele deseja beber durante o exercício. Por outro lado, isso pode não corresponder às suas reais necessidades de fluidos, podendo então chegar a um estado de desidratação, ou até mesmo hiponatremia por ingestão excessiva de líquidos. 

Além disso, a capacidade do indivíduo em se adaptar a temperatura do ambiente, processo chamado de aclimatação, também irá contribuir para variações na taxa de transpiração do mesmo. Portanto, aqui nesta parte do texto, você profissional deverá considerar para montar o plano de hidratação para o seu atleta os seguintes fatores: tamanho do corpo, status da aclimatação e a sensação de sede.


6) Os fatores extrínsecos do esporte 


Alguns esportes específicos podem sofrer grande influência da cultura e comportamentos normais do próprio esporte, afetando de forma significativa a hidratação dos atletas. Abordando três exemplos desses esportes, nos quais ocorrem os efeitos culturais nas práticas de hidratação são os esportes acrobáticos e os de divisão de peso, como por exemplo os de combate e os baseados na estética, como o fisiculturismo. Nestes, a prática de desidratação para manipular a massa corporal, a fim de atender às classificações de peso para as competições é comum. Porém essa estratégia é arriscada, visto que, os atletas não apenas sacrificam seu desempenho, mas também colocam em risco sua saúde e bem-estar. 


Desta forma, você deverá promover estratégias saudáveis ​​e adequadas de controle de peso para os seus atletas. Por fim, a minimização da manipulação da água corporal evitando assim riscos desnecessários à saúde deles, é essencial.


Para um estudo mais aprofundado, seguem abaixo algumas sugestões:


Blog BF eventos: Os suplementos antioxidantes e o desempenho esportivo

Artigos: Practical Hydration Solutions for Sports – Nutrients

Hydration and muscular performance: does fluid balance affect strength, power and high-intensity endurance? – Sport Med.

Heat, Hydration and the Human Brain, Heart and Skeletal Muscles – Sport Med.

The Effects of Heat Adaptation on Physiology, Perception and Exercise Performance in the Heat: A Meta-Analysis – Sport Med.

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