• Brunno Falcão

Inflammaging: como a nutrição pode agir?


Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de idosos no Brasil deve dobrar até 2042. Isso é um alerta para profissionais da área da saúde se aprofundarem em como tratar e prevenir os problemas que vem com o envelhecimento, como por exemplo, a sarcopenia. Segundo o consenso europeu, sarcopenia é uma síndrome caracterizada pela perda de massa muscular e força, o que gera aumento de riscos para quedas, fraturas e mortalidade na terceira idade. Afinal, veja aqui como a nutrição pode agir no inflammaging. Inflammaging Um estudo pioneiro nessa área, publicado em 2000 conceituou o inflamming como um aumento do estado inflamatório de acordo com o avançar da idade. Esse quadro é caracterizado por um aumento das secreções de citocinas pró-inflamatórias (IL-6, IL-8, TNF, IFN-y, entre outras), aumento do cortisol, redução das células imunológicas e aumento das espécies reativas de oxigênio. Nesse estudo, os autores hipotetizaram que esse quadro de inflamação crônica poderia ser o principal causador da redução da saúde muscular e óssea de indivíduos idosos. Porém, outros pontos devem ser levados em consideração. O destaque vai para as mudanças hormonais, disfunção mitocondrial, falta de apetite e sedentarismo e redução do aporte proteico. Antioxidantes A partir disso, temos um norteamento de como poder intervir, nutricionalmente, para tratar a sarcopenia e o inflammaging. Os antioxidantes são micronutrientes capazes de modular o estresse oxidativo e neutralizar radicais livres. Também, são cofatores de enzimas ou atuam de maneira não enzimática. No entanto, não existem recomendações para os antioxidantes, isso dependerá do estado nutricional e do nível de atividade física do idoso. Porém, sabe-se que, a nutrição em conjunto ao exercício físico, pode-se melhorar a biogênese mitocondrial, sensibilidade à insulina e, principalmente, a hipertrofia muscular. Além disso, o excesso de antioxidantes parece ter um efeito deletério na manutenção da massa muscular, portanto, o nutricionista deve atentar as quantidades prescritas (Leia o artigo – Os suplementos antioxidantes e o desempenho esportivo). Nutrigenética A nutrigenética vem mostrando resultados interessantes para o controle da inflamação crônica. Dentre as principais estratégias eficientes, podemos citar os fitoquímicos presentes nas plantas, as vitaminas e os ácidos graxos de cadeia curta provenientes do consumo de fibras. Além disso, doadores de metil. como possíveis moduladores de genes associados a síndromes metabólicas, e inflamação, como TNF, FTO, LEP, POMC e PPAR. No entanto, muitos dos estudos são realizados in vitro e mais estudos precisam elucidar a modulação genética e a nutrição com base nos genes. Pensando em modelos dietéticos, alguns estudos suportam a evidência de que dietas vegetarianas são efetivas para o controle de marcadores inflamatórios. Portando, o estímulo do nutricionista à redução do consumo de alimentos de origem animal pode ser uma estratégia de grande sucesso para o controle da inflamação, principalmente na população idosa. Microbiota Outro tema importante e que não deve ser deixado de lado por nutricionistas é a composição da microbiota. Existe um corpo de evidências que sustenta que a microbiota diversificada, com o consumo de probióticos e prebióticos, são benéficos para redução da inflamação crônica e melhora da sensibilidade à insulina. Ademais, ambos combatem os efeitos negativos do envelhecimento sobre a massa muscular. Suplementos Em termos de suplementos que poderiam auxiliar no controle da sarcopenia, a creatina monohidratada é a mais evidenciada pela literatura científca. Seus melhores resultados são vistos em idosos que realizam algum tipo de exercício físico em conjunto a uma nutrição adequada. Assim, pode aumentar a massa e força muscular. Além disso, a suplementação de creatina mostra resultados terapêuticos extremamente relevantes para outras doenças, como por exemplo, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, doenças neurodegenerativas, entre outras. Em conclusão, a nutrição tem um forte poder sobre a saúde dos idosos. Portanto, em um mundo onde a população está cada vez mais idosa, devemos compreender os mecanismos e estudar de qual forma podemos melhorar a qualidade de vida dessa população de maneira não farmacológica e segura. Leitura ComplementarFrom inflammaging to healthy aging by dietary lifestyle choices: is epigenetics the key to personalized nutrition?Sarcopenia: revised European consensus on definition and diagnosisInflammaging. An evolutionary perspective on immunosenescence.



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