• Brunno Falcão

Os suplementos antioxidantes e o desempenho esportivo


Afinal, os radicais livres são realmente prejudiciais? Em quais casos é interessante o uso de antioxidantes? Entenda mais sobre antioxidantes e desempenho esportivo!

Os radicais livres (RL) são moléculas oriundas do metabolismo energético, sendo constantemente produzidos durante a respiração celular na matriz mitocondrial. São definidos como moléculas que possuem um ou mais elétrons desparelhados. Isso confere instabilidade à ela, podendo se ligar e danificar estruturas, causando o chamado dano oxidativo, que pode atingir lipídios, proteínas e ácidos nucléicos. Alguns exemplos de RL são: as espécies reativas de oxigênio (ROS), radical superóxido (O₂⁻) e monóxido de nitrogênio (NO). Estudos mostram que o dano oxidativo não é o único efeito dos RL, podendo existir efeito positivos no sistema imune e na sinalização celular.

Balanço redox

O balanço “redox” é definido por uma balança entre o estresse oxidativo, com estímulos como tabagismo, consumo de álcool, radiação e exercício, e os fatores antioxidantes. Além disso, o organismo usufrui de sistemas de defesa contra os RL, podendo ser de característica enzimática como superóxido dismutase, catalase e glutationa peroxidase, ou não enzimática como vitamina C, E e bilirrubina. O efeito da suplementação de antioxidantes dependerá deste balanço (veremos nas evidências).

Durante o exercício físico existe um aumento da demanda de O₂, do fluxo sanguíneo e da migração de fagócitos para o local do dano muscular. Tais fatores corroboram para um aumento da produção de RL. Porém, estudos nos mostram que as adaptações fisiológicas após os exercício físico, como recuperação muscular e hipertrofia muscular, dependem desse estresse oxidativo (Leia o artigo – Anti-inflamatório e hipertrofia muscular).

Suplementos antioxidantes comuns e o que estudos nos dizem:

Sumida et. al (1989) mostrou que após a suplementação de 300mg/dia de vitamina E durante 4 semanas inibiu a elevação de MDA (marcador para estresse oxidativo) após um teste de ciclismo até a exaustão. Porém, o desempenho esportivo e recuperação muscular não foram mensurados.

Vitamina C: Bryer et. al (2006) mostrou eficiência na diminuição do dano muscular com a suplementação de 3g/dia de vitamina C em exercício de força. Como resultado, houve a diminuição da concentração de creatina kinase (CK) e da proporção de glutationa oxidada/glutationa.

Bjornsen (2015) analisou os efeitos na massa muscular de idosos após um treinamento resistido de 12 semanas suplementando 500mg de vitamina C e 117.5mg de vitamina E, mostrando menor ganho de massa muscular em comparação ao grupo placebo.

Paschalis (2017) fez um estudo com pessoas com baixa glutationa suplementando 1,2g de N-acetilcisteína e os efeitos nos valores de VO2 máximo, wingate e contra relógio, concluindo que este antioxidante pode restaurar o balanço “redox” e, consequentemente, a performance dos indivíduos, com melhora significante nos três testes.

Conclui-se, portanto, que os antioxidantes não necessariamente são bons e os radicais livres nem sempre são vilões, deve-se analisar o estado nutricional do indivíduo, o sistema antioxidante (exames bioquímicos), o tipo de treino e o objetivo de seu paciente, podendo ser utilizado em pessoas com o sistema de defesa de radicais livres prejudicado e atletas que buscam prevenir os danos de um exercício físico intenso, onde a adaptação ao exercício não é o objetivo mas sim o desempenho.

Para se aprofundar no assunto:

Antioxidants in Personalized Nutrition and Exercise (2018).

N-acetylcysteine supplementation increases exercise performance and reduces oxidative stress only in individuals with low levels of glutathione (2018).

Exercise-Induced Oxidative Stress and the Effects of Antioxidant Intake from a Physiological Viewpoint (2018).

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