• Brunno Falcão

Variações do pH e fadiga muscular periférica


A capacidade do tecido muscular esquelético em manter a produção de energia e gerar trabalho mecânico está diretamente relacionada a performance esportiva. Para desempenhar tamanha função, é necessária a produção de ATP como fonte de energia através de diversas reações bioquímicas. Como consequência dessas reações, se destaca o aumento na produção de íons H+. Quando esse aumento excede a capacidade de remoção dos mesmos do nosso músculo, observa-se a chamada acidose muscular. No presente texto, entenda mais sobre as variações do pH e fadiga muscular periférica. O acúmulo de prótons acarreta na redução do pH muscular. Uma das consequências está a queda do desempenho esportivo, induzida pela fadiga muscular periférica. Isso ocorre devido a diversos fatores, como por exemplo: redução da atividade de enzimas fundamentais glicolíticas, supressão da sensibilidade miofibrilar ao Ca2+ e comprometimento dos processos de ressíntese de fosforilcreatina (PCr) e fosforilação oxidativa. Tamponamento Nosso organismo dispõem de diversos mecanismos endógenos, intra e extracelulares, que trabalham na tentativa de manter o pH a níveis homeostáticos. Esse processo é denominado tamponamento (Leia o artigo – Suplementos tamponantes na prática clínica). A partir do tamponamento fisiológico sucedido no músculo e baseado na ação do ânion bicarbonato (HCO3-), acontece o efluxo desses ións de hidrogênio e lactato para fora do músculo, mediado pelos transportadores do sistema lactato-próton. Subsequentemente, já na corrente sanguínea, os prótons são tamponados pelo bicarbonato circulante, assim reduzindo as variações do pH no sangue e assim otimizando o funcionamento de inúmeras enzimas, nas quais, a acidose é um fator limitante devido a desnaturação das mesmas. Contudo, durante a prática de exercícios de alta intensidade, tal mecanismo pode ser suprimido, tornando-se válida a utilização de agentes tamponantes exógenos, como com a suplementação de bicarbonato de sódio (tamponante extracelular) e de beta-alanina (tamponante intracelular). Portanto, a fadiga muscular periférica está diretamente relacionada a acidose muscular, na qual a mesma pode ser atenuada através de mecanismos endógenos ou exógenos quando necessário. Para leitura mais aprofundada do assunto, segue a sugestão de leitura: https://doi.org/10.3389/fnut.2018.00035



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